A elastografia é um método não invasivo que estima as propriedades mecânicas do fígado, especialmente sua rigidez. Em doenças hepáticas crônicas, processos de agressão e reparo podem provocar deposição de tecido fibroso — de forma geral, quanto maior a fibrose, maior tende a ser a rigidez do tecido hepático.
> Este conteúdo é educativo e não substitui a avaliação do médico assistente.
A elastografia mede a rigidez do fígado, um dado que pode ajudar na avaliação não invasiva da saúde hepática. A avaliação da rigidez pode contribuir para:
Importante: rigidez aumentada não é sinônimo automático de fibrose ou cirrose. A medição pode ser influenciada por inflamação hepática aguda, elevação das transaminases, congestão venosa, insuficiência cardíaca, colestase, ingestão recente de alimento, consumo recente de álcool, exercício físico intenso, obesidade e outros fatores técnicos. Por isso, o resultado precisa ser interpretado pelo médico em conjunto com exames laboratoriais, ultrassom e contexto clínico — os valores não devem ser interpretados isoladamente.
Em pessoas com fatores de risco ou alterações hepáticas, o médico pode solicitar a elastografia como parte da investigação ou do acompanhamento. Exemplos de contextos em que pode ser considerada:
A indicação é sempre do médico solicitante, considerando o histórico clínico completo — não é necessário (nem correto) afirmar que toda pessoa com gordura no fígado precisa obrigatoriamente do exame.
Em geral, não dói. A elastografia por ultrassom é não invasiva e utiliza o transdutor sobre a pele, de forma semelhante a um ultrassom abdominal — pode haver apenas leve pressão do aparelho. Não usa agulha nem radiação; o exame utiliza ultrassom e ondas mecânicas para estimar a rigidez do tecido. Também não requer anestesia.
O preparo mais importante é o jejum, pois a alimentação pode elevar temporariamente a rigidez hepática e interferir na medição. Na UnaClin, o protocolo adotado é jejum de 4 horas — dentro do intervalo empregado em diretrizes técnicas (geralmente entre 3 e 6 horas, conforme o método e a instituição).
Outras orientações:
Medicamentos de uso contínuo não devem ser suspensos sem orientação médica — confirme com a equipe se podem ser tomados com pequena quantidade de água durante o jejum.
Sim, pode dirigir. O exame não costuma comprometer a capacidade de dirigir e não requer recuperação, já que não há anestesia nem sedação.
Não em todos os casos. A elastografia pode reduzir a necessidade de biópsia em situações selecionadas, mas a biópsia ainda pode ser necessária quando há dúvidas diagnósticas, discordância entre exames, necessidade de avaliar inflamação ou outras características microscópicas, ou quando o resultado pode alterar uma decisão terapêutica.
A ultrassonografia não utiliza radiação ionizante. Mesmo assim, a indicação clínica e o protocolo do equipamento devem ser avaliados pela equipe responsável.
Revisão médica: Dr. Ney Reale — CRM-PA 7074 | RQE 2729, Diretor Técnico-Médico da UnaClin.
Este conteúdo tem finalidade educativa e não substitui consulta, diagnóstico ou orientação médica individual.
Para saber mais sobre diretrizes técnicas de avaliação não invasiva de doenças hepáticas, consulte a European Association for the Study of the Liver (EASL).
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